quarta-feira, 8 de junho de 2016

Mesma coisa...

A história se repete e mais uma vez e de forma diferente, mas igual. A roupagem é outra... talvez a luz esteja um pouco diferente.. o time é outro também.. talvez não seja uma novela, talvez seja uma série.. ou até uma mini série.. o figurino é bem diferente... existem idéias semelhantes... nem todas.. Mas o fato é que mais uma vez, independente de local, data, e pressão atmosférica, a história se repete... o final é o mesmo. Nem precisa ler a sinopse... É tão obvio, é tão claro... Mas chega uma hora que cansa. E fica cada vez mais difícil descer goela a baixo... comprimido grande sem água. Sabe que precisa cortar, amassar, raspar... mas não tem ideia de como fazer isso... e quando menos imagina... olha lá o comprimido grande novamente sem água para descer grosseiramente goela a baixo. Suspiro... Água mole tanto bate até que fura... só que as vezes leva séculos...

quinta-feira, 7 de abril de 2016

Reinventando ou redescobrindo

Será que Paciência é uma paz cientificamente comprovada? Ou uma certeza de paz? Basta acalmar.. respirar.. lembrar que no geral.. a maioria disso tudo aí não faz muito sentido.. para alguns.. Sentido... Será que Sentido vem de sentir (não estou falando do verbo conjugado, ok?). “não faz sentido” quer dizer: eu não senti o suficiente para me dizer algo que valha a pena guardar para a vida? Sentido, sentudo, senti.. sem ti, sem tudo, sem sentido algum... mas com paciência centrando no próprio eixo eis que sente-se a si próprio novamente e o sentido se faz presente. E percebe-se um pouco solto, mas após alguns abraços colando os cacos... recobrando a consciência.. aquela... lembra? Aquela que o acompanhava independente de companhia... de olhos fechados e/ou mente aberta, com cheiro de mar e barulho de ondas e às vezes de instrumentos de sopro e cordas e até de percussões abafando o mar e dando outra conotação ao cenário, aos pensamentos, aos questionamentos. E o tempo segue... e a vida segue.. a de todos. E a forma de olhar segue.. e muda, muda o sentido porque sente diferente a cada caminho percorrido. A cada resposta não esperada, a cada dor, a cada surpresa boa ou ruim. E as certezas tornam-se incertas e pessoas vão... outras não.. algumas chegam.. e outras ficam... e pacientemente vamos nos reinventando ou nos redescobrindo.

sexta-feira, 12 de fevereiro de 2016

Pós Quarta- feira de cinzas

Seguindo em frente mais uma vez Deixando pedaços e um tanto de sentidos Reformulando conceitos e possíveis relações Arrumando a bagunça interna que sua intensidade a colocou Tentando resgatar tudo aquilo que discursa e defende Voltando a antigos bons hábitos, largando uns tantos prejudiciais Relaxando alguns aspectos concretos Concretizando alguns subjetivos sonhos

terça-feira, 9 de fevereiro de 2016

Careta

Cara que dá medo Cordas para enforcar Boca cor de sangue Olhos de chorar Sou aterrorizador, tenho cara de mau, boca aberta bem vermelha e uma corda nas mãos. Uma corda cheia de nós... e posso fazer isso com a sua garganta se chegar perto porque sou muito poderoso e cruel. As luvas vieram dos meus ancestrais, os cordeiros de blocos. (mentira. É que a autora não resistiu a piada) Mas o que me chamou mais a atenção foram os olhos dele. Por trás de toda essa indumentária o real está lá. Um olhar forte, talvez triste. No carnaval vestimos máscaras para nos esconder ou tiramos as máscaras e mostramos aquele Eu abafado pelo dia a dia opressor? No carnaval os tímidos gritam, os quietos dançam, os que bebem, bebem mais e todos se fantasiam de alguma forma, nem que seja atrás de um sorriso maior e uma vontade de liberdade. Tem os que fogem, os que se escondem, os que não se assumem ou os que resolvem se assumir. Tem os que amam, os que correm, os que trabalham para a festa fluir. Mas todos em algum momento cantam de olhos fechados e braços abertos. Dentro do seu mundo meio máscara, meio mundo, meio você, meio eu, meio tudo, meio nada, em algum momento o coração acelera, a cabeça voa e as sensações se eternizam. E os olhos continuarão tristes?

domingo, 24 de janeiro de 2016

Não dê papel e caneta a uma geminiana numa lua rosa cheia

Ela é tão criativa que já conseguiu inventar até o prato preferido dele. Ela já montou na sua inspiradora cabecinha diversos diálogos com diversos desfechos, com expressões, choros, risadas, casametos, descasamentos, filhos, sogras, cunhadas, festas, montagem de AP, domingo no AP, a hora de acordar e dengar na cama, o momento do vídeo game com os amigos, o vinho, a marca do vinho na mesinha de centro, as escolhas, o cuscuz com ovo. O dele com gema dura e o dela com gema mole. Ela pensou em como seria o não inicial, a dor e imaginou também se fosse recíproco e as conseqüências disso... Ela viu eles planejando as viagens, fazendo as contas, o mercado, o jantar, o filho. Ela viu os desacertos, as birras, os silêncios. Ela visualizou até quando trouxeram um cachorrinho abandonado p casa.. e cuidaram dele p dar para alguém.. e talvez não tenham conseguido dar p alguém.. e ela viu tantos acertos e tantas possibilidades que quando percebeu que ele não estava disposto a enxergar qualquer coisa que seja, teve que dizer adeus. Adeus a ele e a todas as possibilidades.. antes que fosse tarde e criasse tanto que não fosse mais possível apagar... E agora, cata os cacos, os papeis, os diálogos, taça de vinho da cabeceira, a lata de tônica da mesa, as fotos salvas no HD, põe numa trouxinha imaginária (ela continua criativa) e se desfaz.. cada dia acha algo que tinha que ter ido na trouxinha.. então leva lá, onde deixou a trouxa. E aos poucos vai entendendo a realidade. A conversa com o taxista, o batom vermelho, o violão com os amigos, o traço piscando na tela, esperando novas construções... novas idéias... e a vida segue. E ela continua imaginando e se policiando para não pôr o personagem da trouxinha em alguma nova cena, erro de continuidade não cabe para profissionais das invenções. Em breve ela conseguirá tirá-lo totalmente do contexto e seguir se reinventando.. e talvez até se abrindo para novos personagens.

segunda-feira, 16 de novembro de 2015

Descabidamente uma raiva me corroe, o peito aperta, o estômago grita, a voz não sai. Não há fato, há sensações abstratas e sem embasamento. O choro preso, os ombros tensos, a cabeça latejando, o amargor em tudo. Os velhos padrões, as mesmas fugas, as culpas de sempre, invadidamente triste. E por fim, a conclusão: ainda bem que a TPM vai passar.

quarta-feira, 19 de agosto de 2015

Dançar...

E dança e sente e dói e insiste e limpa e treina e persiste e tenta e remenda e ajeita e supera e sua e alonga e aquece e respira e evolui e segura no abdômen e abre costas e encaixa quadril e força e conserta braços e desce ombros e treme e pulsa e vibra e dança porque dançar nutre, porque dançar é ultrapassar limites, porque dançar é conhecer suas curvas e dialogar com elas, acordando até onde pode ir e respeitando o tempo de cada musculatura. Dançar porque se conhece mais assim, porque se comunica mais assim, porque interage lindo assim, porque desacelera para o grupo ficar coeso, porque acelera para não perder o compasso, porque é leitura de corpo, é mensagem de alma, é amor em imagem, em olhar, em dizer através do todo, do seu todo, inteireza. Porque dançar? Porque é o que posso oferecer para mim e para você. Namastê.