terça-feira, 15 de abril de 2014

E quando você começa a repensar um monte de coisas na sua vida? E quando você fica na dúvida de um monte de coisas na sua vida? E quando você não sabe mais se vale a pena comprar um carro ou andar a pé/taxi/ônibus? E quando você não sabe se aceita o novo ou entruca no velho? E quando você não sabe se compra um AP ou uma mobilete? E quando você não sabe se faz dieta ou come chocolate? E quando você não sabe se faz a tatuagem na panturrilha ou nas costas? E quando você não sabe se é chantagem emocional ou dor de verdade? E quando você não sabe se dorme ou corre? E quando você não sabe se manda .... ou .....?

sexta-feira, 4 de abril de 2014

É sexta!

Caraminholando na sexta, misturando risos com leveza, unhas devidamente vermelhas, um pouquinho de molho italiano (combinando com as unhas) e vinho para aromar. Preparando a alma para logo mais, com uma lua que se diz nova, mesmo sendo mais antiga que meus ancestrais.. e o gosto de hortelã depois do manjar, o barulho da impressora a ressoar, e o calor de verão (ou de vinho) se misturando com o ar- condicionado, impulsionado, autenticado, pronto para gelar. É sexta! Mais nada a declarar.

segunda-feira, 24 de março de 2014

Teatro não é para qualquer um

Teatro não é para qualquer um. Não, não é mesmo! Agora veja você, que estava eu aninhada na minha poltrona B9 quando toca o primeiro sinal e o rapaz que estava sentado ao meu lado direito com a namorada/esposa/coitada, solta a pérola. -Já vai! Hahaha. Eis que toca o segundo. E o rapaz insiste na piada. – Já disse que to indo! Hahaha (sim, a piada era acompanhada de uma risada ridícula). E quando o terceiro sinal ressoa.. – Que pessoa insistente, Né? Hahaha. (respiro fundo, nota mental: to de TPM, preciso dar um desconto) As luzes se apagam, e o cenário se mostra aos poucos. A atriz entra em cena e eu não consigo me concentrar porque a criatura do meu lado direito não apaga a porcaria do celular!!! O teatro todo escuro e aquele holofote do meu lado, me cegando!!! Instintivamente levantei a minha mão, me protegendo daquela luz inapropriada. Mas o rapaz não contente, continuava, sem nem um pouco de sensibilidade à situação, a soltar os seus ricos comentários. – Vai ser assim o tempo todo é? Assim eu vou dormir.. (respiro profundamente.. na verdade pego fôlego e levanto o meu casaco, fazendo uma espécie de cortina/barreira/muro de Berlim entre os nossos mundos) Não, ele não desliga o seu melhor amigo em nenhum momento. Até que não agüentei. Futuquei-o pontualmente e falei. – O senhor pode, por favor, apagar essa luz? Está incomodando. Há! Vibrando por dentro com a minha atitude, sim, eu poderia ta batendo, eu poderia ta gritando, mas não, eu to pedindo encarecidamente para que esse energúmeno me deixe ver o espetáculo que me propus a ver. Quando escuto o.. o.. vou chamá-lo daqui por diante de terrorista infiltrado. O terrorista infiltrado fala para a namorada/esposa/coitada. – É trabalho, pô! Não vou desligar só pq to aqui. A mulher coitada, havia reclamado com ele, possivelmente (espero eu) com vergonha da postura inadequada. Sim, ele desligou. Então nesse momento de paz, consigo começar a prestar atenção na peça, com texto muito bom por sinal, uma peça com uma mulher falando do mais intimo de uma mulher, com seus anseios, duvidas, inseguranças.. estou envolvida com a cena quando escuto um.. ronco? Oi? Jura? POR FAVOR!!!!! Alguém avisa que teatro não é para qualquer um! Eu morri uma 50 vezes de vergonha da atriz. De vergonha pela namorada/esposa/coitada desse babaca e de raiva do dito cujo. Mais uma vez a namorada/esposa/coitada tenta interferir e futuca o cara que olha para ela e pergunta em tom de barzinho enquanto ta passando um BAxVI na TV. – O que foi?! (respiro tão profundamente dessa vez, que quase senti o cheiro de mofo das cortinas do camarim) Sim, depois disso ele se aquietou um pouco ou me entreti de uma forma tão inteira com a peça que não o mais percebi. Até a mulher do meu lado esquerdo resolver tirar um pacote de jujubas da bolsa, cortando o silêncio dramático com um barulho ensurdecedor de plástico de doce. Ok! Vocês venceram, batatas fritas! Ps.1: Não ir a Teatros na TPM. Ps.2: Não ir à Teatros mais comerciais (por mais que estejam passando peças que gostaria de ver, mas se já passou algo como Piaba por ali.. esqueça.. o público volta achando que é algo assim... não, não dá para mim.) Ps.3: Deveria ter um treinamento antes de começar o espetáculo. Um vídeo com orientações de conduta e como respeitar o coleguinha da cadeira ao lado. Tipo aqueles vídeos de segurança para entrar em fábricas) Ps.4: Preciso ver essa peça novamente.

quarta-feira, 12 de março de 2014

Nuances...

O jeito que a menininha recebeu o balão da atendente do shopping, o olhar brilhando.. a carinha de satisfação.. conquista. A forma que ele tirou os fios de cabelo do rosto dela na hora que foi leva-la até o carro.. o agradecimento da senhora ao carro que parou para ela atravessar... ela olhou nos olhos do motorista e falou sem sair som: “obrigada”. Clarrice me sensibiliza.. ela fala disso que tanto me encanta de uma maneira tão simples e rica, que fico realmente mais sensível quando a leio. Ela falava de um carnaval de quando era criança e que se fantasiou de rosa, mas quebrou o encanto quando a sua mãe adoeceu.. e aí a graça foi embora.. até um garotinho lhe jogar confete na cabeça, com um sorriso tão verdadeiro, que naquele momento ela se sentiu reconhecida como rosa. As nuances... os detalhes.. as vezes sentimos uma coisa boa que não dá para explicar direito, mas é um afago na alma.. talvez.. quando acontecem esses pequenos gestos que falam tanto.. sem palavras mesmo.. só sentimento.. dá aquela sensação de conforto.. de amorosidade.. e olhe que as vezes o percussor do gesto nem tem consciência que o fez. É, talvez, uma comunicação além gente.. um diálogo entre o que temos de mais sublime em nós.. um manifesto que poderia chamar de Namastê ou de carinho inconsciente ou consciente mesmo.. daqueles que vão além compreensão, julgamentos, tempo ou lugar.. é um momento no espaço que pode durar o que não conseguimos contar.. o tempo não é cronológico aí.. é kairós.. Eu já tive a oportunidade de perceber isso em mim algumas vezes.. e é tão bom sentir que vicia.. e aí a tendência é ficar procurando encanto em tudo.. isso pode ser bom.. porque colore a vida.. mas as vezes e ruim.. porque a falta deixa nublado o coração...

terça-feira, 4 de março de 2014

Um trago, nada mais...

Não quero casar hoje, só quero um trago.. Já se foram 4 cafezinhos.. e nenhum trigo Não quero risadas, trapaças, trepadas, apenas um trago Não quero perguntas, desculpas, propostas, só quero um trago Não quero as cores, os discos, as nuvens irritantemente desenhando no céu.. Não quero chocolate, nem suor, nem cerveja.. Não quero dinheiro, não quero veraneio, não quero nada além de um trago Porque hoje o que trago comigo me angustia, me embola o estômago, me antipatia Porque o que trago comigo hoje não é festa, nem mar, nem mesmo você Porque o que trago hoje, eu não gosto, distorço, disfarço, destroço Porque o que trago hoje não é só fumaça, é raiva, é lamento e isso não quero nem de graça (em alguma TPM recente...)
É muito perigoso ser criativa... é sim. Sabe quando acontece algo e você já enxerga 50 continuações e diálogos e possíveis brigas e reconciliações? Acho que eu poderia escrever novelas.. romances.. daqueles que nunca acabam.. porque as histórias p mim não tem fim.. seguem, pegam seus rumos.. e aí já se tem duas histórias que se misturam com outras tantas.. e as vezes se reencontram.. ou não.. eu sofro disso.. criatividade exacerbada .. e o pior é que meu coração acredita. Pasme! Tolinho.. não se acostumou comigo ainda.. e olhe já passamos bons momentos juntos.. eu e o meu coração.. tenho consolado ele.. mostrado outros mundos, outros olhos.. mas ele tema em ficar assim.. suspirando pelo silêncio mútuo... já lhe disse para respirar mais fundo.. suspiros não cabem no momento... mudo o foco.. refoguei cogumelos na manteiga com sal e cebolinha e depois joguei creme de leite.. ficou bom.. mas nem assim.. aí escrevi, escutei músicas novas, vi cenas almodovianas, perdi o celular, espirrei, banho, leminskiei, bebi, dormi, sonhei... e continuo criando... (suspiro profundo).

domingo, 23 de fevereiro de 2014

Não mexa nisso, não confie em ninguém, já provei e é ruim, olhe que você vai se machucar... isso quer dizer que ele não ta afim.. as vezes é difícil ser tão amada.. todos te cercam, mas no fundo se fecham nas experiências deles próprios.. ou que ouviram falar.. e se não tivermos ousadia de vivermos nossas próprias vidas, semi viveremos para não nos machucarmos.. ou porque antes disso preciso arranjar o emprego dos sonhos, com o salário dos sonhos, emagrecer 10 kg.. e a vida vai seguindo nessa felicidade condicionada e abstrata e meeira.. Eu prefiro me jogar! Mesmo que com o cataflam na mão.. RS prefiro saltar de para quedas, provar comida grega, ver um filme não americano, me apaixonar.. prefiro cair e levantar, mesmo com dor, do que nunca pular.. prefiro ir para Londres sem falar inglês do que ficar aqui.. esperando acabar um curso que nunca fiz.. prefiro fazer ioga e ficar dolorida do que ver novela.. prefiro dançar olhando no olho da platéia do que priorizar a coreografia.. prefiro acreditar e me decepcionar do que viver desconfiando.. prefiro acreditar na minha intuição do que no que parece obvio.. prefiro ser inteira do que semi. E se cair? levanta. Machucou? Passa gelol. Deu duro? Toma um Dreher. Não dá conta sozinho? Faz terapia. O emprego não ta legal? Procura outro. O namoro não ta bom? Conversa. Tá machucando? Sinalize. Acho que é um exercício, isso de viver.. um exercício que devemos praticar constantemente, para não atrofiarmos e semi vivermos.. cautela sempre, sem alma, nunca.